O projeto piloto de recolha seletiva de resíduos alimentares já chegou a cerca de 1300 agregados familiares, em zonas piloto da freguesia de Rio de Mouro, num universo total de 4.752 fogos habitacionais e de 14.300 habitantes.

Nas primeiras semanas do projeto piloto, já foram contactados cerca de 1300 agregados familiares, com mais de 500 a responderem afirmativamente. Oito dezenas recusou aderir a este novo sistema, com as recusas a relacionarem-se, em grande medida, com a prática de compostagem doméstica ou o encaminhamento de restos alimentares para alimentação animal. A par de algumas habitações devolutas, em cerca de 650 fogos os técnicos de sensibilização ambiental não obtiveram resposta ao contacto (será efetuada nova tentativa em breve).

Iniciado a 19 de outubro, o novo sistema de recolha de biorresíduos desafia os munícipes a efetuarem a separação dos resíduos alimentares (restos de preparação e confeção de refeições, sobras de alimentos, restos de produtos frescos não embalados, como legumes, frutas, carnes, peixe, e pão e bolos) e acondicioná-los dentro de um saco específico, depositando-o, devidamente fechado, no contentor dos resíduos indiferenciados. Esses biorresíduos são encaminhados para valorização e utilizados para produção de biogás, a partir do qual se produz energia elétrica, e de composto orgânico, utilizado para enriquecimento dos solos.

Desenvolvido pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Sintra, o novo sistema de recolha seletiva tem como lema “Bio-Recursos: demasiado bons para desperdiçar!” e abrange as seguintes localidades: A-dos-Francos, Albarraque, Bairro da Felosa, Bairro da Tabaqueira, Cabra Figa (de baixo), Casal do Marmelo, Covas, Manique de Cima, Moncorvo de Baixo, Moncorvo de Cima, Paiões, Rio de Mouro (velho), Serradas, Varge Mondar e Várzea.

A implementação deste novo sistema tem sido precedida da distribuição de pequenos contentores e sacos específicos (de cor verde) para deposição destes resíduos, em simultâneo com uma ação de sensibilização ambiental, que apela a uma correta separação, informa sobre os procedimentos de deposição, bem como sobre as mais-valias deste novo sistema.

A abordagem direta aos munícipes, através de técnicos devidamente identificados ao serviço dos SMAS de Sintra, é antecedida pela distribuição de materiais informativos nas caixas de correio. A adesão ao projeto é efetuada através do contacto 910 443 505. Os aderentes serão reconhecidos com o dístico “Porta-Recursos”, potenciando os efeitos de reconhecimento social pelo seu contributo na área ambiental.

As famílias aderentes efetuam a separação e deposição dos restos de comida em sacos verdes produzidos com 100 por cento de plástico reciclado, que serão acondicionados na contentorização distribuída aos participantes. O saco deve ser bem fechado e colocado nos contentores de resíduos indiferenciados existentes na via pública.

Os SMAS de Sintra procedem à recolha de indiferenciados e à sua entrega na Tratolixo (empresa intermunicipal de Sintra, Cascais, Oeiras e Amadora). Os sacos são depois triados em unidade de tratamento mecânico que, através de sistemas óticos, efetua a separação, permitindo o seu tratamento de forma diferenciada.

Os ‘Bio-Recursos’ recolhidos serão valorizados para produção de biogás, a partir do qual se produz energia elétrica, e de composto orgânico, utilizado para enriquecimento dos solos, alavancando-se, desta forma, poupanças públicas e privadas na gestão dos resíduos urbanos, tendo igualmente em vista as metas preconizadas para o país no PERSU (Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos) 2020+.

     

Para mais informações sobre este projeto: https://www.smas-sintra.pt/sustentabilidade-inovacao/bio-recursos-smas/

Atualizado a 11/11/2020