SMAS Sintra

Controlo e Divulgação de dados da Qualidade da Água

A Qualidade da Água constituiu desde sempre, uma prioridade para os SMAS de Sintra. Com efeito, e ainda numa fase incipiente desta problemática a nível nacional, os SMAS de Sintra iniciaram em 1985 a sua atividade nesta área, com a criação do seu Laboratório, visando controlar a qualidade microbiológica da água.

Desde então foram alargando progressivamente a sua atividade às análises físico-químicas, tendo registado um aumento do número de parâmetros analisados e implementando novas técnicas analíticas. Em 1996, em paralelo com as crescentes preocupações ambientais, o Laboratório passou a analisar as águas residuais, contribuindo decisivamente a para o desenvolvimento sustentado do concelho de Sintra.

Até à data atual, o Laboratório continua a crescer e a adaptar-se às novas tecnologias, conjugadas com equipamentos de elevado desempenho que permite a realização de um vasto número de análises de diversos parâmetros nas várias tipologias de amostras como águas de abastecimento, águas residuais, águas balneares, piscinas, captações, ribeiras, furos, poços e outras.

O Laboratório dos SMAS-SINTRA possui recursos humanos altamente qualificados responsáveis pela execução das colheitas e análises, com elevada capacidade de resposta a todo do tipo de solicitações, acompanhados de um rigoroso controlo de qualidade analítico, garantindo a confiança e fiabilidade dos resultados obtidos.

A qualidade da água fornecida é controlada através da elaboração de um Programa de Controlo de Qualidade da Água – PCQA, que anualmente é submetido para aprovação da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) no âmbito do Decreto Lei nº 306/2007 de 27 de agosto, com as alterações introduzidas pelo Dec. Lei nº 152/2017 de 7 de dezembro.

QUALIDADE DA ÁGUA - Resultados obtidos na água destinada ao consumo humano (ano 2020) *
Freguesias 1º Trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre
Todas a Freguesias PDF PDF PDF
Agualva PDF PDF PDF
 Mira Sintra PDF PDF PDF
Algueirão-Mem Martins PDF PDF PDF
Almargem do Bispo PDF PDF PDF
Pêro Pinheiro PDF PDF PDF
Montelavar PDF PDF PDF
Cacém PDF PDF PDF
São Marcos PDF PDF PDF
Casal de Cambra PDF PDF PDF
Colares PDF PDF PDF
Massamá PDF PDF PDF
Monte Abraão PDF PDF PDF
Queluz PDF PDF PDF
Belas PDF PDF PDF
Rio de Mouro PDF PDF PDF
S. João das Lampas PDF PDF PDF
Terrugem PDF PDF PDF
S. Martinho PDF PDF PDF
S. Pedro PDF PDF PDF
Stª Maria e S. Miguel PDF PDF PDF
 Resultados PCQA PDF PDF PDF
 Zona de Abastecimento A PDF PDF PDF
Zona de Abastecimento C PDF PDF PDF
Zona de Abastecimento D PDF PDF PDF

Fornecimento a municípios 1º Trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre
Cascais PDF PDF PDF
Loures PDF PDF PDF
Mafra PDF PDF PDF
Oeiras PDF PDF PDF
Dureza

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a dureza é medida como a capacidade da água reagir com o sabão. As incrustações das canalizações de água quente, das caldeiras e de outros equipamentos similares, aparecem devido às águas duras. Esta dureza é devido aos iões metálicos polivalentes existentes na água. Numa água macia, os iões responsáveis pela dureza, são essencialmente o cálcio e o magnésio. A dureza de uma água de consumo humano, em função da concentração equivalente em carbonato de cálcio, CaCO3, tem a seguinte classificação:

 Macia 0 a 60
Moderadamente dura 60 a 120
Dura 120 a 180
Muito dura > 180
Água de Consumo Dureza
(mg/L em CaCO3)

Grau de Dureza

Freguesia (mg/L em
CaCO3)
ºFrancês
ºF
ºInglês
ºI
ºAlemão
ºDG
mmol/L
Agualva-Mira Sintra 40 a 60 4 a 6 2,8 a 4,2 2,2 a 3,4 0,4 a 0,6
Algueirão-Mem Martins 40 a 60 4 a 6 2,8 a 4,2 2,2 a 3,4 0,4 a 0,6
Almargem do Bispo- Pero
Pinheiro- Montelavar
40 a 250 4 a 25 2,8 a 17,5 2,2 a 14 0,4 a 2,5
Queluz-Belas 40 a 60 4 a 6 2,8 a 4,2 2,2 a 3,4 0,4 a 0,6
Cacém- S. Marcos 40 a 60 4 a 6 2,8 a 4,2 2,2 a 3,4 0,4 a 0,6
Casal de Cambra 40 a 60 4 a 6 2,8 a 4,2 2,2 a 3,4 0,4 a 0,6
Colares 60 a 100 6 a 10 4,2 a 7 3,4 a 5,6 0,6 a 1
Massamá- Monte Abraão 40 a 60 4 a 6 2,8 a 4,2 2,2 a 3,4 0,4 a 0,6
Rio de Mouro 40 a 60 4 a 6 2,8 a 4,2 2,2 a 3,4 0,4 a 0,6
Sta. Maria e S. Miguel- S.
Martinho- S. Pedro de
Penaferrim
40 a 60 4 a 6 2,8 a 4,2 2,2 a 3,4 0,4 a 0,6
S. João das Lampas-
Terrugem
40 a 60 4 a 6 2,8 a 4,2 2,2 a 3,4 0,4 a 0,6

100mg/L em CaCO3 = 10º F = 7,0 ºI= 5,6º DG =1mmol/L

Qualidade da Água de Consumo

Garantir a qualidade da água em toda a extensão do sistema de abastecimento da EPAL, desde os recursos hídricos utilizados até à torneira do consumidor na cidade de Lisboa, constitui uma das maiores preocupações da EPAL, seguindo para este efeito uma política de boas práticas de operação e manutenção.

Esta preocupação tem dois objetivos fundamentais: comprovar o nível de qualidade da água versus cumprimento da legislação em vigor e manter um controlo operacional que permita detetar possíveis anomalias na qualidade da água, ocasionais ou de carácter sistemático, de modo a permitir que sejam postas em prática medidas preventivas/corretivas eficazes.

A Direção de Laboratórios e Controlo da Qualidade da Água (LAB) é o órgão da EPAL que tem a responsabilidade de proceder à conceção, implementação e gestão do Plano de Controlo da Qualidade da Água no Sistema de Abastecimento da EPAL (PCQA), aplicando-se assim o princípio de que a responsabilidade pelo controlo da qualidade do produto deve ser independente das atividades de produção e de exploração do sistema de abastecimento de água.

O Plano de Controlo da Qualidade da Água no Sistema de Abastecimento da EPAL (PCQA) é estabelecido anualmente de modo a abranger toda a extensão do sistema, tendo em conta o cumprimento da legislação em vigor, a proteção da saúde do consumidor e o nível de segurança do serviço prestado.

O PCQA é aprovado anualmente pelo Conselho de Administração da EPAL e integra as seguintes componentes:

  • Controlo Legal

O Decreto-Lei n.º 306/2007, de 27 de Agosto, é o diploma legal que regulamenta a qualidade da água para consumo humano, definindo a frequência de amostragem e de análise a cumprir nas torneiras dos consumidores da cidade de Lisboa, nos pontos de entrega a entidades gestoras e nos pontos de entrega a clientes diretos abastecidos através do sistema de adução/transporte. Estabelece ainda este diploma legal as normas da qualidade para cada parâmetro da qualidade cujo controlo é obrigatório

  • Controlo Operacional/Vigilância

Esta atividade tem por objetivo fundamental verificar o nível de qualidade da água para consumo humano em toda a extensão do sistema de abastecimento e detetar atempadamente possíveis anomalias, ocasionais ou de carácter sistemático, de modo a permitir que sejam postas em prática medidas preventivas eficazes:

  • Controlo da qualidade da água distribuída na Cidade de Lisboa
  •  Controlo da qualidade da água ao longo do sistema de adução/transporte
  • Controlo da qualidade da água nas origens de água utilizadas pela EPAL para produção de água para consumo humano (superficiais e subterrâneas)
  • Controlo de processo nas estações de tratamento
  • Controlo da qualidade da água para consumo humano
  • Controlo dos produtos usados no tratamento
  • Controlo dos efluentes e lamas dos processos de tratamento
Divulgação de dados da Qualidade da Água

Os dados analíticos de verificação da qualidade da água no Sistema de Abastecimento da EPAL, obtidos no âmbito do Plano de Controlo da Qualidade da Água no Sistema de Abastecimento da EPAL (PCQA), são divulgados à Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), às Autoridades de Saúde pertinentes, às entidades gestoras às quais a EPAL fornece água e aos consumidores da cidade de Lisboa.

De acordo com o estabelecido no nº 5 do Artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 306/2007, de 27 de Agosto, a EPAL comunica à ERSAR, até 31 de março do ano seguinte àquele a que dizem respeito, os resultados da verificação de qualidade da água para consumo humano relativos à componente de controlo legal (torneiras dos consumidores da cidade de Lisboa, nos pontos de entrega a entidades gestoras e nos pontos de entrega a clientes diretos abastecidos através do sistema de adução/transporte).

Em cumprimento do definido no nº 1 do Artigo 17.º do mesmo diploma legal, a EPAL divulga trimestralmente, na imprensa nacional, os mapas estatísticos obtidos nas análises de demonstração de conformidade efetuadas em água colhida nas torneiras dos consumidores da cidade de Lisboa e em cumprimento do referido no nº 4 do Artigo 17.º, envia também, trimestralmente, às entidades gestoras a quem fornece água, os mapas estatísticos obtidos nas análises de demonstração de conformidade efetuadas nos respetivos pontos de entrega.

No site da EPAL são divulgados mapas estatísticos das análises de demonstração de conformidade efetuadas em água colhida nas torneiras dos consumidores da cidade de Lisboa (mensal), nos pontos fixos de amostragem da rede de distribuição na cidade (mensal), nos pontos de entrega às entidades gestoras (mensal), no sistema de adução/transporte (trimestral) e nas origens de água utilizadas para produção de água destinada ao consumo humano (anual).

Adicionalmente, a EPAL envia ainda trimestralmente, a entidades gestoras de Sistemas Hemodiálise, os mapas estatísticos obtidos nas análises efetuadas em amostras de água colhidas em pontos de amostragem representativos do fornecimento de água a essas entidades.

Os resultados obtidos no âmbito do controlo legal são avaliados anualmente pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) e publicados anualmente no “Relatório Anual do Sector de Águas e Resíduos em Portugal (RASARP)”.

No âmbito da divulgação do volume 4 do RASARP, e pela primeira vez em 2013, a Entidade Reguladora atribuiu “Selos de Qualidade Exemplar da Água para Consumo Humano”, com o qual foi distinguida a EPAL.

As edições anuais do RASARP podem ser consultadas no site da ERSAR.

De acordo com o nº 1 do Artigo 17.º do mesmo diploma legal, os SMAS de Sintra divulgam trimestralmente, através de editais afixados na Câmara Municipal de Sintra e Juntas de Freguesia e na página dos SMAS de Sintra, conforme tabela de resultados obtidos na água destinada ao consumo humano, por Freguesia.
Atualizado a 20/11/2020