Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Sintra (SMAS de Sintra) recolheram, em 2025, cerca de 4.500 toneladas de restos alimentares, o triplo da quantidade recolhida ao longo do ano anterior (2024), o que demonstra o incremento da separação seletiva de biorresíduos no concelho de Sintra. Os resíduos orgânicos recolhidos são provenientes, por um lado, da deposição de sacos verdes, que já mobiliza quase 85 mil pessoas no setor doméstico e 450 estabelecimentos do Canal Horeca (Hotelaria, Restauração e Cafetaria) e, por outro, do circuito exclusivo de recolha dedicada, que abrange uma centena de entidades públicas e privadas de maior dimensão. O total de biorresíduos recolhidos em 2025, contemplando os restos alimentares e os resíduos verdes, atingiu as 19.930 toneladas.
Para além do significativo incremento de biorresíduos recolhidos por via dos sacos verdes, de 536 toneladas em 2024 para 3.000 toneladas em 2025, também os restos alimentares recolhidos junto dos grandes produtores, como empresas e escolas, registou um aumento de 965 para 1.459 toneladas, para o qual contribuiu o reforço da frota de recolha com a aquisição de uma viatura 100% elétrica, que representou um investimento de 400 mil euros, financiado pelo Fundo Ambiental (Programa Recolha Bio). O novo veículo permite, no corrente ano, aumentar o número de entidades que integram o circuito, em particular em relação aos estabelecimentos de ensino.
A viatura adquirida, Renault Trucks D WIDE E-TECH P4X2, está dotada de uma superestrutura de recolha de biorresíduos com capacidade de 16 m3, com equipamento para elevação e basculamento de contentores na parte traseira, e assume-se como um veículo mais amigo do ambiente, com emissões zero, reduzindo, assim, a pegada ecológica da operação de recolha de resíduos orgânicos. O custo de aquisição do veículo, acrescido em relação às viaturas tradicionais a combustão, é compensado pela economia resultante em cada circuito de recolha. Para além da redução das emissões de CO2, os camiões elétricos são silenciosos, com benefícios para a população aquando das operações de recolha, assim como para a respetiva equipa operacional.
Para o setor não doméstico, recorde-se, os SMAS de Sintra estão a adotar dois modelos: por um lado, em regime de co-coleção (recolha conjunta de duas ou mais frações de materiais), para os estabelecimentos de restauração e similares, com a cedência de contentores e sacos verdes com capacidade de 20 litros, e, por outro, o recurso ao circuito exclusivo com recolha dedicada, destinado a grandes produtores de restos alimentares, como empresas de maior dimensão, estabelecimentos de ensino, mercados municipais e IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social), em que foi atribuída contentorização que varia dos 40 aos 660 litros.
Este circuito dedicado, a par das escolas, contempla diversas entidades públicas, como os estabelecimentos prisionais de Sintra e da Carregueira, os regimentos de Artilharia Antiaérea (Queluz) e de Comandos (Belas) e a Escola da Guarda (Queluz), para além de outras instituições de cariz social e educativo como a Associação de Pais e Amigos de Deficientes Profundos, Aldeia de Santa Isabel, Casa de Saúde da Idanha, Casa de Saúde do Telhal, CERCITOP, Colégio do Ramalhão e Fundação Cardeal Cerejeira. Também empresas de maior dimensão, como a Adreta Plásticos, a Essilor, a Estêvão Luís Salvador, a Mercedes-Benz e a Wurth, integram este circuito, que abrange ainda o Hotel Pestana Sintra Golf (Beloura), o Hotel Vila Galé Sintra, os supermercados Aldi e estabelecimentos McDonald’s.
No setor doméstico, por seu turno, os SMAS de Sintra procedem à atribuição gratuita de pequenos contentores, com capacidade de 7 litros, e sacos verdes, para deposição dos restos alimentares no contentor de resíduos indiferenciados. A separação dos biorresíduos, devidamente acondicionados nos sacos verdes, é efetuada nas instalações da Tratolixo (empresa intermunicipal responsável pelo tratamento nos concelhos de Sintra, Cascais, Oeiras e Mafra), desviando esses resíduos do encaminhamento para aterro e permitindo a sua valorização para a produção de energia e composto para a fertilização de solos agrícolas.
Já com um universo de cerca de 85 mil pessoas mobilizadas para a separação na origem dos restos alimentares, os SMAS de Sintra mantêm, em 2026, a atribuição de desconto de 2€/mês aos aderentes ao sistema, no âmbito do tarifário dos serviços de água, sendo renovado através do pedido de reforço de sacos verdes a cada seis meses. Um desconto que se assume como um incentivo à adesão ao Sistema de Recolha Seletiva de Biorresíduos que, em Sintra, foi alargado à totalidade do território do concelho em Outubro de 2022, após um projeto piloto realizado na freguesia de Rio de Mouro, em final de 2020, então sob o lema “Bio-Recursos-Demasiado bons para desperdiçar!”.









