O serviço de recolha porta-a-porta do Electrão, implementado em Sintra há cerca de um ano, permitiu encaminhar para reciclagem, ao longo de 2025, um total de 169 toneladas de resíduos elétricos e eletrónicos (REEE) nos quatro municípios da Tratolixo (Sintra, Cascais, Oeiras e Mafra). Em Sintra, desde o arranque do projeto (março de 2025), já foram recolhidas cerca de 66 toneladas. Os números foram revelados esta terça-feira, dia 24 de março, durante uma cerimónia realizada em Oeiras, no Palácio do Marquês de Pombal.
O projeto de recolha porta-a-porta do Electrão, que se iniciou em 2021, passa a estar disponível em 14 municípios da Área Metropolitana de Lisboa e da região Oeste, tendo recolhido, ao longo de 2025, um total de 613 toneladas de REEE, respeitantes a 8.280 recolhas. Um projeto que, juntamente com os pontos de recolha, permitiram, pela primeira vez em duas décadas de atividade do Electrão, ultrapassar a recolha de 45 mil toneladas desta valência de resíduos.
Para usufruir do serviço porta-a-porta, centrado na mensagem de que “estejam na cozinha ou na garagem, o Electrão leva-os para a reciclagem”, o munícipe sintrense só tem que efetuar o pedido à Junta de Freguesia/União das Freguesias ou aos SMAS de Sintra (800 210 020) ou diretamente ao Electrão, através do 800 262 333.
Para solicitar esta recolha ao domicílio é necessário ter um eletrodoméstico volumoso para entrega, como um frigorífico, uma arca congeladora ou uma máquina de lavar ou secar. Adicionalmente, no momento da recolha, a equipa do Electrão poderá levar pilhas, baterias usadas e pequenos equipamentos elétricos avariados ou fora de uso, normalmente esquecidos nas gavetas, como telemóveis ou lâmpadas.
A equipa de recolha assegura a movimentação do equipamento entre a casa, arrecadação ou garagem até ao veículo de transporte e garante o correto encaminhamento para reciclagem. Ao contrário do que acontece em muitos casos, em que muitos equipamentos elétricos de grandes dimensões, ao serem colocados na via pública para serem transportados pelos serviços municipais, acabam por ser desviados do circuito oficial antes da chegada da viatura de recolha de resíduos.
Este serviço pretende ainda colmatar algumas lacunas que se verificam ao nível da logística inversa, ou seja, quando é recolhido um equipamento usado na compra de um novo. As recolhas porta a porta vão garantir, ainda, que 99% dos equipamentos estão completos, o que significa que todos os componentes nocivos para o ambiente podem ser eliminados em segurança em unidades especializadas.
Além do serviço de recolha porta-a-porta, a Tratolixo, os quatro municípios e a Electrão continuam apostados em reutilizar os produtos em fim de vida, sejam REEE, têxteis ou mobiliário, com a sua doação a entidades dos quatros concelhos.
Os SMAS de Sintra, a Cascais Ambiente, o Município de Mafra e o Município de Oeiras serão responsáveis por aferir as necessidades na sua área geográfica. Essa informação será transmitida à Tratolixo que, por sua vez, efetuará a gestão dos bens que recebe nos seus ecocentros, em articulação com os quatro municípios, por forma a que os artigos possam chegar a quem deles necessita. O Electrão assegura a verificação e o encaminhamento dos eletrodomésticos para reutilização.
Na cerimónia de oficialização da colaboração, que contou com um momento simbólico de recolha de um REEE associado ao serviço porta-a-porta, estiveram presentes representantes dos quatro municípios, entre os quais o presidente do Conselho de Administração dos SMAS de Sintra, Rui Caetano, assim como o diretor geral da Tratolixo, Nuno Soares, o CEO do Electrão, Pedro Nazareth, e o diretor geral da área de Elétricos e Pilhas do Electrão, Ricardo Furtado.







