“O Futuro da Qualidade da Água: emergências, inovação e pessoas” é o título de um encontro a realizar no próximo dia 23 de setembro, em Torres Vedras, organizado pela Comissão Especializada de Qualidade da Água da APDA (Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas). A relevância da realização da iniciativa, que vai ter lugar na Escola de Serviços e Comércio do Oeste, é justificada pelos desafios que se colocam às entidades gestoras, resultantes do processo de transformação digital das operações e o cumprimento das novas metas ambientais e regulatórias.

“Perante a urgência de alinhar a segurança sanitária e a eficiência operacional à tecnologia, ganha destaque a monitorização em tempo real para garantir a resiliência das infraestruturas e a resposta imediata a eventos de contaminação”, salientam os responsáveis da comissão, que também integram os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Sintra (SMAS de Sintra), acentuando que as entidades gestoras se deparam com a dificuldade em contratar e reter novos talentos, ao mesmo tempos que necessitam de competências digitais avançadas.
O encontro vai promover a reflexão em torno de três eixos essenciais: “Inovação e Instrumentação: analisar o estado da arte na monitorização contínua e como os dados podem otimizar o tratamento; Modernização do Setor: discutir estratégias para a atualização de processos face às exigências da nova Diretiva da Água para Consumo Humano; e o Desafio do Capital Humano: debater modelos de captação de talento e como tornar o setor da água atrativo para as novas gerações, garantindo que o “saber-fazer” não se perde na transição geracional”.
Com quatro painéis, o evento vai abordar a temática do controlo de qualidade da água em cenários de emergência, com representantes da Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR), SMAS de Torres Vedras, Unidade Local de Saúde do Oeste, Águas do Centro Litoral e SMAS de Leiria , mas sem descurar as questões de antecipar a agenda em termos de qualidade da água, a inovação digital e a transformação de dados de qualidade da água em informação e a necessidade de valorização dos recursos humanos.
A qualidade da água é uma das apostas dos SMAS de Sintra que contam com um laboratório próprio, criado há 40 anos, e que realiza, anualmente, um Programa de Controlo de Qualidade da Água (PCQA), que corresponde às análises efetuadas nas torneiras do consumidor e que ascende a mais de mil colheitas. Este laboratório efetua ainda controlo operacional em vários pontos da rede de abastecimento de água, como nas captações próprias dos SMAS, na entrega de água ao concelho (por parte da EPAL), nos reservatórios (para controlar a higienização dos mesmos) e na própria rede de distribuição.
O controlo das águas residuais é efetuado, por seu turno, à entrada das ETAR, em órgãos das unidades de tratamento para eventual ajuste do tratamento; às águas residuais tratadas, nos pontos de descarga, para dar cumprimento às licenças de descarga, no meio recetor; e às lamas produzidas nas ETAR.







