Partindo da questão “A água não dá votos?”, a 5.ª edição dos Encontros de Comunicação Ambiental-PURA vai ter lugar no próximo dia 19 de maio, no auditório da sede das Águas de Portugal.

Organizado pela Comissão Especializada de Comunicação e Educação Ambiental da Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA), que integra profissionais dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Sintra (SMAS de Sintra), o PURA vai refletir sobre a importância deste recurso essencial, “que sustenta a vida, a sociedade, a economia e a democracia”, mas que continua sem a devida valorização e ausente da agenda política e mediática.

Reunindo especialistas do setor, decisores, academia e comunicação social, os encontros vão abordar três grandes temas: o valor da água e os desafios do investimento e da justiça tarifária; a necessidade de uma visão integrada – “Uma só Água” – que inclui o abastecimento, o saneamento e a reutilização; e o motivo pelo qual a água continua ausente do debate eleitoral, ao contrário de outros setores como a energia.

A anteceder o painel intitulado “A água decide, ou não, eleições?”, que contará com a intervenção da jornalista da RTP Daniela Santiago e do presidente da APDA, José Martins Soares, destaque para a intervenção de Adalberto Campos Fernandes, ex-ministro da Saúde e coordenador do Pacto Estratégico para a Saúde, que irá dissertar sobre “O invisível que sustenta a saúde pública”, numa reflexão sobre o papel estruturante da água e do saneamento na saúde e na prevenção e qualidade de vida.

“Ao colocar em discussão o valor da água – económico, social e político – e ao compará-la com outros setores mais presentes no espaço público, a iniciativa pretende contribuir para a afirmação da água como temática relevante de cidadania, decisão e investimento, reforçando o papel da APDA na promoção de um debate mais informado e abrangente”, frisa a organização do evento, que vai procurar explicações porque “um bem vital, estruturante para a saúde pública, para a economia e para a sustentabilidade ambiental, continua a ser percecionado como garantido e, por isso, pouco valorizado”.

A culminar os trabalhos, será apresentado um “Manifesto pela Água Invisível”, com propostas dirigidas a decisores e à opinião pública.

Atualizado a 14/05/2026