Ciclo Urbano da Água

Os SMAS estão inseridos na Estratégia Municipal de Educação e Sensibilização Ambiental do Município de Sintra, assente nos eixos temáticos de Economia Circular, Ciclo Urbano da Água, Ciclo Urbano dos Resíduos, Energia Renovável, Proteção Animal, Natureza, Mar e Serra, visando contribuir para uma mudança de comportamentos, sensibilizar e consciencializar os jovens e outros atores locais para as questões ambientais e valorização do território.

As ações e projetos implementados, são convergentes com os ODS 2030 das Nações Unidas, o Plano de Ação para a Economia Circular (PAEC) e a Estratégia Nacional de Educação Ambiental 2020 (ENEA 2020) e com a Carta Europeia da Água. 

Esta “carta europeia” estabelece 12 princípios sobre a água e a sua importância para a Humanidade. Um bem essencial e precioso que realiza um ciclo natural entre o solo e a atmosfera, sendo um dos elementos predominantes na composição humana e vegetal. Sem água não há vida nem qualidade de vida, por isso, esta carta estabelece as devidas precauções necessárias à preservação da sua qualidade, origem e conservação, evitando a poluição do ecossistema. Esse património comum deve ser inventariado e protegido pelas autoridades de cada Estado, que devem estabelecer uma gestão racional desse recurso. A proteção da qualidade da água e a sua poupança é um dever cívico para cada cidadão do Mundo, a fim de preservar a vida e a sobrevivência das gerações futuras.

Utilização de volumes de água, superficiais ou subterrâneas, subtraídos ao meio hídrico. A água é recolhida em captações superficiais (rios, albufeiras e lagos) e em captações subterrâneas (furos, poços ou nascentes). No caso de Sintra, a água consumida é proveniente da Barragem de Castelo de Bode, Captação Valada – Tejo e Captação do Rio Alviela.

Melhoria das características qualitativas da água, dos pontos de vista físico, químico, bacteriológico e organoléptico, de modo a poder ser utilizada para consumo humano. O tratamento é efetuado na Estação de Tratamento de Água (ETA), onde passa por diversos processos de depuração.

Infraestrutura de transporte de água (ex: conduta, estação de bombagem, reservatório) desde a sua origem até à distribuição. No caso de Sintra, a principal infraestrutura deste tipo é a conduta adutora DN 1200 / 1000 mm entre os reservatórios do Alto de Carenque e das Mercês.

Reserva de água destinada ao consumo humano e à distribuição pública. O armazenamento da água tem diversos propósitos, designadamente fazer face às variações diárias e sazonais de consumo, e constituir reserva para situações de avaria e emergência (ex.: incêndio).

A distribuição é realizada através de um conjunto de condutas, órgãos de segurança, órgãos de manobra (válvula, ventosa, etc.), ramais domiciliários e contadores.

A água depois de utilizada, origina águas residuais , que têm de ser recolhidas e transportadas através de uma rede de coletores, denominada rede de drenagem.

Conjunto de coletores, estações elevatórias e câmaras de visita. que asseguram o encaminhamento a destino final das águas residuais urbanas provenientes das edificações (residências e serviços).

Estação de tratamento de águas residuais urbanas – é uma infraestrutura na qual as águas residuais urbanas são sujeitas a diversos processos de tratamento por forma a reduzir as características que as tornaram poluentes. Estes processos dividem-se em pré-tratamento, tratamento primário, tratamento secundário e tratamento terciário.

Em meio recetor natural – As águas residuais tratadas são descarregadas no meio recetor (rios, mares e oceanos), em condições ambientalmente seguras, isto é, sem poluírem o meio ambiente.

Reutilização – As águas residuais urbanas após tratamento nas ETAR, podem igualmente ser reutilizadas. Nos SMAS-SINTRA estas águas são aproveitadas internamente para a rega dos espaços verdes e para processos de lavagem. Deste modo preserva-se este recurso hídrico.

Sabia que...