SENSIBILIZAÇÃO AMBIENTAL
SMAS-SINTRA
Compostagem
A compostagem é um processo simples,
económico e ecologicamente sustentável.
Aproveite alguns restos de comida
e aparas de jardim e faça o seu próprio fertilizante.
A compostagem é o processo biológico de valorização da matéria orgânica, seja ela de origem urbana, doméstica, industrial, agrícola ou florestal, e pode ser considerada como um tipo de reciclagem do lixo orgânico. Consiste na decomposição dos resíduos domésticos por ação de microrganismos que na presença de oxigénio (processo aeróbio), originam uma substância designada, composto. O composto que se obtém no fim do processo poderá ser utilizado como adubo, uma vez que melhora substancialmente a estrutura do solo. O composto possui fungicidas naturais e organismos benéficos que ajudam a eliminar os organismos patogénicos que perturbam o solo e as plantas.
Como fazer um "Compostor Doméstico"
Hoje em dia, existem vários tipos de compostor à venda em lojas de jardinagem e bricolage. Mas poderá fazer o seu próprio compostor a partir de caixas grandes (1 m X 1 m), de cartão bastante forte, de madeira ou de plástico. Fure-as por baixo, de modo a evitar cheiros e facilitar a entrada de microrganismos. Outra opção, simples e barata, é fazer o seu compostor a partir de 6 paletes do mesmo tamanho. Além das paletes, também irá precisar de pregos, dobradiças e um martelo.
Coloque uma das paletes na posição horizontal e vá juntando as outras na vertical de forma a construir um cubo. Com a ajuda de um martelo e pregos, una-as cuidadosamente. Por último ponha dobradiças na última palete de modo a fazer uma tampa. O compostor está pronto a ser utilizado.
Compostor de Madeira
Fonte: Escola Superior de Biotecnologia – Universidade Católica Portuguesa
O que colocar
Todos os materiais orgânicos contêm uma mistura de carbono (C) e azoto (N), conhecida como razão C:N. Os resíduos orgânicos que podem ser compostados classificam-se em castanhos e verdes; os resíduos castanhos contêm maior proporção de carbono (C), sendo geralmente secos e os resíduos verdes têm maior proporção de azoto (N), sendo geralmente húmidos. Para que a compostagem decorra da melhor forma, é necessário ter uma grande variedade de resíduos.
Na tabela seguinte, tabela 1, apresenta-se os resíduos verdes e os resíduos castanhos que podem ser compostados, bem como, os materiais que nunca deverão entrar no processo de compostagem
Realizar a compostagem
1. Corte os resíduos castanhos e verdes em pequenos pedaços.
2. No fundo do compostor coloque aleatoriamente ramos grossos (promovendo o arejamento e impedindo a compactação);
3. Adicione uma camada de 5 a 10 cm de resíduos castanhos;
4. Adicione no máximo uma mão cheia de terra ou composto acelerador; esta quantidade conterá microrganismos suficientes para iniciar o processo de compostagem (os próprios resíduos que adicionar também contêm microrganismos); note-se que grandes quantidades de terra adicionadas diminuem o volume útil do compostor e compactam os materiais, o que é indesejável;
5. Adicione uma camada de resíduos verdes;
6. Cubra com outra camada de resíduos castanhos;
7. Regue cada camada de forma a manter um teor de humidade adequado. Este teor pode ser medido através do "teste da esponja", ou seja, se ao espremer uma pequena quantidade de material da pilha, ficar com a mão húmida mas não a pingar, a humidade é a adequada.
8. Repita este processo até obter cerca de 1 m de altura. As camadas podem ser adicionadas todas de uma vez ou à medida que os materiais vão ficando disponíveis.
9. A última camada a adicionar deve ser sempre de resíduos castanhos, para diminuir os problemas de odores e a proliferação de insetos e outros animais indesejáveis. As folhas e resíduos de corte de relva acumulam-se num espaço de tempo muito reduzido e em grandes quantidades. Caso tenha folhas em quantidades que não caibam no compostor.
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